O mês de março chegou e, com ele, as fachadas de prédios públicos e unidades de saúde ganham novas tonalidades. Diferente de outubro ou novembro, que focam em causas únicas, março é um mês estratégico que divide sua atenção entre três frentes cruciais: a luta contra o câncer do colo do útero (Março Lilás), a conscientização sobre a endometriose (Março Amarelo) e a prevenção ao câncer colorretal (Março Azul-Marinho).
O Março Lilás é, talvez, a campanha mais emblemática do período, coincidindo com o mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher. O foco é o câncer do colo do útero, a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil.
A mensagem das autoridades de saúde é clara: o rastreamento pelo exame Papanicolau e a vacinação contra o HPV em jovens são medidas que podem erradicar a doença a longo prazo.
Paralelamente, o Março Amarelo joga luz sobre a endometriose, uma condição inflamatória que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres no país. Por ser frequentemente confundida com cólicas menstruais "normais", o diagnóstico pode tardar até sete anos. A campanha busca educar pacientes e médicos para que a dor pélvica crônica não seja negligenciada, garantindo qualidade de vida e preservação da fertilidade.
Não apenas de saúde feminina vive o mês. O Março Azul-Marinho alerta homens e mulheres sobre o câncer colorretal. Segundo o INCA, este é um dos tumores que mais cresce em incidência devido aos hábitos alimentares modernos.
"A colonoscopia não deve ser vista com tabu, mas como um exame preventivo que salva vidas, capaz de detectar lesões antes mesmo de se tornarem malignas", afirmam especialistas.